Congresso pode aprovar MPs do setor elétrico em fevereiro

O líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA), disse, ao sair de reunião dos líderes e vice-líderes da base aliada com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que o Congresso tem condições de aprovar as medidas provisórias do setor elétrico na primeira semana de fevereiro, ainda no período da convocação extraordinária. "Os líderes todos se convenceram, mais uma fez, que as MPs são estruturantes para o setor elétrico brasileiro, e acredito que vamos aprová-las", disse Pellegrino ao deixar o ministério, antes do término da reunião. Ele disse que a ministra fez mais uma exposição sobre o novo modelo do setor elétrico, explicitando que o projeto combina planejamento do setor com regras de mercado. "A prioridade não é mais o ágio, que era repassado para as tarifas, mas quem apresenta a menor tarifa (na licitação)", observou o líder. Segundo ele, as emendas às MPs que forem razoáveis serão incorporadas, e a reunião de hoje está sendo realizada para esclarecer pontos do modelo. Segundo o líder, a ministra reafirmou, na reunião, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) continuará fazendo as licitações e desempenhará esse papel quando for determinado pelo Ministério. O vice-líder do PT, deputado Professor Luizinho (SP), disse que não há divergências na base aliada do governo em torno das duas MPs do setor elétrico. "São medidas que vão dar condições para que não haja apagões", afirmou. "Elas serão a base para garantir crescimento da economia". O deputado disse, também, acreditar que será possível aprovar as MPs durante a convocação extraordinária do Congresso, que termina dia 13 de fevereiro. "Se conseguirmos aprovar as duas MPs, já terá valido a convocação", afirmou.

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