Congresso ouvirá mulher que acusa 170 deputados no caso das ambulâncias

O corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), considera fundamental que a servidora do Ministério da Saúde, Maria da Penha Lino, deponha na comissão de sindicância da Casa, que vai apurar o suposto envolvimento de deputados no esquema de fraude na licitação e no superfaturamento na compra de ambulâncias com recursos do Orçamento da União.O corregedor vai apresentar na reunião da Mesa, nesta tarde, um relatório sobre os 62 deputados que foram incluídos na lista elaborada pela Polícia Federal e encaminhada à Câmara pela Justiça de Mato Grosso. Ciro Nogueira disse que não recebeu a nova lista com parlamentares apontados por Maria da Penha que teriam recebido propina para apresentar emendas ao Orçamento, destinando recursos para a compra de ambulâncias. Em novo depoimento na noite de segunda-feira passada em Cuiabá onde está presa, Maria da Penha apontou 170 deputados que estariam envolvidos no esquema de fraude. "É um número que assusta qualquer um", afirmou o corregedor. "É fundamental que ela (Penha) seja ouvida pela comissão de sindicância", completou Ciro Nogueira. "Qualquer pessoa acha (esse número de 170) um exagero. Espero que ela (Maria da Penha) tenha fundamento em sua denúncia. Espero que a Polícia Federal aprofunde mais um pouco (as investigações)", disse Nogueira.O corregedor se reuniu nesta manhã com a assessoria jurídica, que passou toda a madrugada trabalhando na triagem dos nomes da lista, e depois com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Ciro contou que Aldo pediu agilidade. "Aldo está preocupado. Um terço da Casa está sob suspeita", afirmou.

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