Congresso entra em recesso sem decidir reajuste de salários

A Câmara e o Senado encerram os trabalhos na sexta-feira deixando pendente a questão salarial dos parlamentares, que estará presente, no entanto, nas negociações das campanhas às presidências das duas Casas no período de recesso. Na manhã desta quinta-feira, os deputados e senadores ficaram envolvidos principalmente com a votação do Orçamento da União para 2007. O reajuste salarial será votado já com o novo Congresso empossado em 1º de fevereiro, com a forte tendência de ficar em 28,4%, com salários de R$ 16,5 mil, o que corresponde à reposição salarial dos últimos quatro anos pelo IPCA. O aumento salarial é uma reivindicação dos parlamentares, principalmente daqueles do chamado "baixo clero" - os que têm pouca visibilidade na mídia, e que em período de sucessão na Casa são assediados pelos candidatos. Tanto o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), candidato à reeleição, quanto o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que quer a vaga de presidente, defenderam o salário de R$ 24,5 mil. Os parlamentares foram obrigados a recuar diante da repercussão negativa da sociedade. A discussão do reajuste salarial dos parlamentares tomou conta da última sessão deliberativa da Câmara desta legislatura turbulenta, na qual deputados envolvidos com o "mensalão" e a máfia das ambulâncias foram absolvidos. Na sessão da noite de quarta-feira, que se transformou em lavagem de roupa suja, deputados revezaram-se na tribuna para acusar uns aos outros de hipocrisia.

Agencia Estado,

21 Dezembro 2006 | 20h14

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