Congresso do PT não debaterá mensaleiros, diz Luiz Dulci

Também ministro, Patrus Ananias discorda e diz à CBN que 'o julgamento vai ter repercussão no congresso'

Tânia Monteiro, do Estadão

29 de agosto de 2007 | 16h06

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Luiz Dulci, afirmou nesta quarta-feira, 29, que a questão dos petistas que serão processados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no esquema do mensalão não entrará na pauta do Congresso do PT, que terá início na noite desta sexta-feira, em São Paulo, com a possível presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Veja também:   Você é a favor ou contra o foro privilegiado?  Passo-a-passo do julgamento do mensalão no STF   Veja os 40 acusados no mensalão    Quem são os 40 do mensalão  Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram      "É compreensível que a oposição queira impor a sua pauta ao PT, mas é compreensível também - e desejável - que o PT discuta os problemas que interessam à maioria da população, que são: condições de vida, qualidade de vida, inclusão social, geração de emprego.   Já o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse em entrevista à CBN que vai solicitar no Congresso do PT que o partido assuma um compromisso público de que os seus candidatos não se utilizarão mais de caixa 2 durante as campanhas eleitorais.   Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha orientado a cúpula do PT e seus auxiliares a evitar o assunto mensalão e a abertura de processo penal contra ex-ministros e ex-dirigentes petistas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Patrus afirmou que acredita que "o julgamento certamente vai ter repercussão no congresso".   Dulci afirmou ainda que não é candidato à presidência do PT e defendeu a reeleição do deputado Ricardo Berzoini para o cargo. "O deputado Berzoini foi um excelente presidente, visita todos os Estados do País, apóia os prefeitos do PT, apóia deputados estaduais, vereadores", acrescentou.   Para o ministro, o encontro do PT "tem de discutir a pauta que foi debatida na base", que é projeto de construção de um novo Brasil, valorização do que já foi feito e apresentação de propostas novas para que o País continue avançando no rumo da Justiça social. "Isso é que é fundamental para o PT. E isso é o que a nossa base espera do partido."

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