Congresso demite 189 parentes

Após dois meses da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir o nepotismo nos três Poderes, a Câmara e o Senado demitiram 189 parentes de parlamentares e de servidores que têm cargos de chefia no Congresso. A maioria dos exonerados é ligada a parlamentares - dos 102 demitidos na Câmara, 87 são familiares de deputados. No Senado, dos 87 demitidos, 46 são parentes até 3.º grau de senadores. Um dos campeões na contratação de parentes na Câmara é o deputado João Magalhães (PMDB-MG): ele tinha quatro familiares em seu gabinete - mulher, pai, sogra e sobrinho. Juntos, recebiam R$ 11.540,68. O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) é outro que também empregou no gabinete quatro parentes (mulher, filho, irmão e sobrinha). Juntos, ganhavam R$ 24.735,52.O primeiro lugar no ranking ficou com o senador Efraim Morais (DEM-PB), primeiro secretário do Senado, que tinha sete parentes trabalhando na Casa. Parentes de ex-deputados, que perderam o mandato ou morreram, não foram exonerados. Também não foram atingidos assessores com cargos em comissão na Câmara que são parentes de políticos sem mandato.

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