Congresso decide nesta quinta aumento para parlamentares

As mesas diretoras da Câmara e do Senado convocaram para quinta-feira uma reunião com o colégio de líderes das duas Casas para decidir o aumento conjunto de salários de deputados e senadores, disseram duas fontes do Congresso à Reuters. Há duas propostas em negociação. A que equipara o vencimento dos parlamentares ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal, de R$ 24.600, ou o reajuste corrigido somente pela inflação, que daria cerca de R$ 16.500. A tendência, revelaram as fontes da Reuters, é fechar um acordo para aprovar o aumento maior, o que praticamente dobraria o salário dos parlamentares. O reajuste mais recente dos parlamentares foi concedido há quatro anos, quando o salário deles subiu de R$ 8.000,00 para os atuais R$ 12.847,00, que eram, na ocasião, equivalentes aos dos ministros do STF. "Eu creio que só devemos dar reajuste com corte correspondente nos gastos da Câmara", afirmou o presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) nesta quarta-feira. Caso a decisão seja pelo maior valor, o impacto nos gastos da Casa será de R$ 157 milhões por ano, incluindo os aposentados. O Orçamento da Câmara e do Senado para 2007 é de R$ 3,2 bilhões. O reajuste dos parlamentares não precisará ser votado no plenário da Casa, se os presidentes da Câmara e do Senado decidirem assinar um ato conjunto das duas Mesas elevando os vencimentos até o limite do salário do ministro do Supremo. Cascata Além de seus próprios salários, os parlamentares deverão votar até dezembro o aumento dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - que desde 2003 se descolaram da remuneração dos congressistas - e dos procuradores. O projeto de reajuste enviado pela presidente do STF, ministra Ellen Gracie, prevê o aumento do salário do ministro dos atuais R$ 24.500 para R$ 25.725, para vigorar a partir do próximo ano, e tem efeito cascata em todo o Judiciário. Com informações da AE Este texto foi alterado às 19h51 para acréscimo de informação

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