Confusão atrasa volta da PM-BA às ruas

Um desentendimento entre o comando de greve da Polícia Militar e representantes do governo baiano impediu que, até o final desta tarde, o efetivo de 30% de policiais aquartelados saísse às ruas de Salvador para realizar policiamento, conforme as partes haviam acertado, num acordo fechado de madrugada. Por causa disso, os três secretários de Estado indicados pelo governador César Borges (PFL) para discutir o aumento salarial se recusaram a participar de uma nova rodada de negociação. Os grevistas só admitiam liberar o efetivo mínimo depois de acertar com o Exército como seria feito o policiamento, com os soldados das Forças Armadas nas ruas. "Poderia haver conflito", ponderou um representante do comando de greve. A deputada estadual Moema Gramacho (PT) comentou que, embora governo e grevistas tenham chegado a um acordo de madrugada, faltou definir as regras do policiamento conjunto com o Exército. "Além disso, o governo passou a divulgar que a greve havia acabado, o que irritou os policiais", disse. O deputado federal Nélson Pelegrino (PT-BA) também lamentou o desentendimento, assinalando que, enquanto as partes não chegavam a um acordo, a população da periferia e subúrbio ferroviário sofria com o despoliciamento. "Viemos aqui para negociar e, infelizmente, o governo só se dispõe a sentar na mesa quando for informado que o efetivo de 30% estiver na rua", disse no Quartel dos Aflitos, local marcado para a reunião. Por volta das 17h30, depois de chegar a um entendimento com o Exército, o comando da greve seguiu para os quartéis da PM para tentar mobilizar a tropa e colocar o policiamento da rua.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.