Confronto do MST com brigada fere 8

Movimento tenta violar ordem judicial e é recebido com balas de borracha; dois sem-terra acabam hospitalizados

Elder Ogliari e Angela Lacerda, O Estadao de S.Paulo

25 de outubro de 2007 | 00h00

Porto Alegre - Militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e soldados da Brigada Militar entraram em conflito ontem no Km 147 da BR-386, no limite dos municípios de Almirante Tamandaré do Sul e Sarandi, no noroeste do Rio Grande do Sul. Dois sem-terra que sofreram ferimentos no rosto, provocados por balas de borracha, foram levados ao Hospital Comunitário de Sarandi e liberados em seguida. Outros seis tiveram escoriações. O trecho da rodovia ficou fechado das 12h às 18h. O confronto foi mais um capítulo da marcha que três colunas do MST fazem desde 11 de setembro rumo à Fazenda Coqueiros, em Coqueiros do Sul, para pedir que o governo federal desaproprie 7 mil hectares.Um dos três grupos, que estava acampado à beira da rodovia, avançou 7 quilômetros e fez menção de passar a ponte para entrar em Almirante Tamandaré do Sul, desafiando decisão de uma juíza que proíbe o ingresso das colunas do MST nos municípios da comarca de Carazinho. Oitenta soldados bloquearam a passagem.Eles usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para manter os sem-terra afastados. Os participantes da marcha atiraram pedras e dispararam rojões. O conflito durou poucos minutos, mas o clima tenso permaneceu por toda a tarde. No fim do dia, os 300 militantes voltaram ao acampamento. "Eles não dão importância às decisões judiciais", criticou o subcomandante da Brigada Militar, coronel Paulo Mendes. "Já percorremos mais de 300 quilômetros, sem nenhum incidente, porque a nossa marcha é pacífica", disse um dos coordenadores do MST, Nilton Lima.Em Petrolina (PE), o MST bloqueou ontem, pela segunda vez em 24 horas, a BR-428.

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