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Confronto deve marcar votação do relatório da Previdência

O confronto entre a base aliada e a oposição deverá ser muito mais acirrado na votação da reforma da Previdência do que foi a reforma tributária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Mesmo depois de fechar um acordo com as lideranças dos partidos, deputados dos dois lados defendem encaminhamentos diferentes para as votações do parecer do deputado Maurício Rands (PT-PE) e dos destaques de votação em separado DVS (as alterações que os deputados querem fazer no texto). Apesar de o presidente da comissão, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), afirmar que o parecer de Rands deverá ser votado amanhã, assim que terminar a lista dos inscritos na discussão do parecer, o deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) sustenta que não. "Acordo é acordo, e mesmo que termine a lista dos inscritos na discussão do parecer amanhã, a sua votação só poderá acontecer na quinta-feira", sustenta o pefelista. "Não é nada disso: votamos o parecer assim que terminar a lista, estou com o acordo escrito no papel e o que tem que começar na quinta-feira é a votação dos destaques", sustenta Greenhalgh. Até o final da discussão, os deputados podem apresentar os destaques de votação em separado (DVS). Há 22 inscritos para falar na fase de discussão. Até o momento quatro DVS de bancada e 10 individuais foram apresentados à comissão. Os destaques de bancada têm tratamento diferenciado, pois precisam ser votados um a um. Já os individuais têm que ter sua admissibilidade - saber se o DVS é de mérito ou não - votada antes. Mas depois podem ser votados em bloco, ou seja, todos de uma só vez. O vice-líder do PT, Professor Luizinho (SP), acredita que o acordo e os DVS apresentados não vão impedir que a previsão de votar até o dia 5 seja cumprida. Greenhalgh pretende retomar a discussão ainda hoje depois das votações da ordem do dia no plenário da Câmara. O próximo inscrito na lista de discussão é o deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), que deverá dar voto favorável ao parecer, mas contrário à taxação dos servidores públicos aposentados.

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