Confrontado com renúncia de 2006, Serra recebe crítica e apoio

Em campanha na zona sul de SP, eleitor cobrou candidato por ter abandonado o cargo

Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2012 | 18h39

Confrontado mais uma vez com sua renúncia à Prefeitura para disputar o governo de São Paulo, em 2006, o candidato do PSDB na eleição municipal, José Serra, recebeu críticas e declarações de apoio no mesmo dia. Em visita a um telecentro em Campo Limpo, na zona sul da capital paulista, tucano ouviu a cobrança de um eleitor por ter abandonado o cargo e, de outro morador da região, um elogio por ter mantido atenção à cidade depois que se tornou governador.

A renúncia de Serra na Prefeitura 14 meses depois de ter iniciado o mandato é uma das principais fragilidades de sua candidatura e alvo de rejeição de parte do eleitorado. Entre os argumentos citados em sua campanha para tentar neutralizar as críticas estão os investimentos feitos pelo governo do Estado em sua gestão, para demonstrar que a capital não ficou abandonada.

"Você vai ficar os quatro anos ou vai fazer igual à outra vez?", perguntou, irritado, Dirceu Souza da Silva. "O (Gilberto) Kassab entrou depois e bagunçou tudo", completou, em referência ao atual prefeito, que era vice de Serra e assumiu o mandato após a renúncia de Serra em 2006.

Minutos depois, o candidato do PSDB foi cumprimentado por um eleitor que aprovou sua conduta. "O senhor saiu, mas trabalhou muito por São Paulo", elogiou Ademar Roberto Ferreira Lopes.

Adversários de Serra fizeram referência a sua renúncia na estreia da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Fernando Haddad (PT) aparece em um vídeo dizendo que São Paulo "não quer um prefeito de meio mandato".

"Isso mostra que eles não têm o que falar mal a meu respeito. Eles não têm o que falar e aí vão procurar algum pontinho para poder criticar. Só isso", afirmou o tucano.

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