Confissão de Arruda aliviou senadores

A confissão do ex-líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), de que participou da violação dos votos secretos dos senadores no processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) tocou os congressistas. Embora poucos senadores e deputados estivessem presentes no momento do discurso, a confissão repercutiu rapidamente e a sensação majoritária foi de alívio - tanto entre governistas quanto entre oposicionistas. "Foi um fato positivo, só não vai ver quem não quer", reagiu o líder do PPS no Senado, Paulo Hartung (ES). "Eu fiquei tocado porque é raro na vida política brasileira os homens públicos reconhecerem e assumirem os erros quecometeram, o normal é contratar um advogado figurão para protelar o processo", argumenta, indicando que "a bola agora está com o senador Antonio Carlos Magalhães". A confissão de Arruda tirou dos senadores o peso de terem que decidir entre a palavra dos colegas e a de funcionários do Senado. Mas, se ACM não apresentar uma versão que se aproxime da de Arruda, o caso permanecerá no estágio de difícil solução. A saída da confissão foi apresentada pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) no Conselho de Ética, durante o depoimento da ex-diretora do Prodasen Regina Célia Borges. Imediatamente, o relator do processo, Roberto Saturnino (PSB-RJ), acolheu a proposta, dando a entender que a confissão poderia atenuar eventual punição. "Foi a oposição quem deu a saída e, agora, não podemos tirar porque vão cobrar da gente",pondera Hartung.

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