Dida Sampaio/Estadão
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'Confiamos na inocência dele', diz líder do PSDB sobre condenação de Azeredo

Senador Cássio Cunha Lima sai em defesa de ex-presidente da legenda condenado a 20 anos e 10 meses de prisão por desviar recursos para sua campanha ao governo de Minas em 1998

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

17 de dezembro de 2015 | 08h18

Brasília - Ao deixarem o jantar de Natal oferecido por Renan Calheiros (PMDB-AL) na noite desta quarta-feira, 16, senadores tucanos comentaram a condenação do ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente nacional do PSDB, Eduardo Azeredo. Ele foi condenado, nesta quarta-feira, a 20 anos e 10 meses de prisão por envolvimento no esquema conhecido como mensalão tucano, por meio do qual foram desviados recursos de estatais mineiras para sua campanha à reeleição do governo de Minas em 1998.

"Confiamos na inocência dele, mas a lei é para todos", afirmou o líder do partido, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). A condenação se refere a crimes de lavagem de dinheiro e peculato em um esquema que desviava verba de empresas estatais mineiras para sua campanha à reeleição do governo de Minas em 1998.

Cunha Lima também lembrou que cabe recurso da decisão. "Lamentamos a decisão, todos gostamos muito de Azeredo, mas vai ter segunda instância." Ele garantiu ainda que não há uma ação organizada de defesa do PSDB.

"A forma de defendê-lo jamais será atacando ou criminalizando a justiça, como faz o PT", afirmou.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC) também confirmou que Azeredo vai entrar com recurso da decisão. Ele relatou que outros senadores comentaram durante o jantar o fato de a pena ser mais que o dobro da imputada ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), condenado pelo crime de corrupção ativa no Mensalão do PT. 

Dirceu foi preso em novembro de 2013 e condenado a sete anos e onze meses de prisão. 

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