Conferência feminina reúne 2.000 pessoas em São Paulo

Cerca de duas mil pessoas participaram nesta manhã da 1ª Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, realizada na sede da Força Sindical em São Paulo. O evento, que faz parte do calendário do ano nacional da mulher, instituído pelo governo e comemorado de 8 de março de 2004 a 7 de março de 2005, tinha como objetivo discutir políticas públicas e ações prioritárias para a mulher.Participaram a ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, e a ministra-chefe da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Do encontro, saíram propostas que devem ser apresentadas na conferência nacional marcada para julho, em Brasília.Também foi definida a delegação que participará das discussões composta por 146 pessoas da sociedade civil, 73 dos governos municipais e 24 do governo estadual, informou a coordenadora da conferência e presidenta do Conselho Estadual da Condição Feminina, Aparecida Maria de Almeida. "As ações têm que permear todas as instâncias do governo", afirmou Aparecida. Segundo a ministra Matilde Ribeiro, que desde a década de 80 atua em ações de defesa da mulher, além de discutir problemas femininos, o objetivo dos órgãos envolvidos é trabalhar também na questão étnico-racial, tentando combater as injustiças contra a mulher negra. "As políticas que discutem a mulher tem que ter o componente racial. O cruzamento das duas questões é significativo", afirmou. Matilde argumenta que os prejuízos no acesso a bens e serviços são mais graves quando a mulher é negra. A criação das pastas com status de ministério, segundo ela, tem contribuído para colocar os problemas femininos na agenda dos governos e os tornando mais visíveis. Mas muito ainda precisa ser feito. "Em um ano e meio não seria possível acabar com problemas de séculos", concluiu.

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