Condomínio de Dilma tem reajuste maior que a inflação

A inflação bateu à porta da presidente Dilma Rousseff, ainda que publicamente ela garanta que a alta nos preços está sob controle: o valor do condomínio do prédio onde Dilma deve passar este final de semana em Porto Alegre subiu cerca de 13% no último mês de junho, um aumento maior do que a inflação acumulada no período. Foi também o maior reajuste do condomínio nos últimos anos, segundo informou ao Grupo Estado o síndico Eduardo Cirne.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 20h49

Desde que assumiu a Presidência, Dilma pouco frequenta o apartamento na Rua Copacabana, bairro Tristeza - sua passagem por lá, despertando a atenção dos vizinhos, se resume a esporádicos finais de semana com a família.

De acordo com o síndico do prédio, os serviços de limpeza e portaria contribuíram para o reajuste, assim como as despesas com água e luz na área residencial, que conta com duas torres, totalizando 32 apartamentos. "Com certeza a inflação teve impacto", disse Cirne, que votou em Dilma em 2010.

O condomínio é pago do bolso da própria presidente, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Segundo a declaração de bens feita à Justiça Eleitoral em 2010, o imóvel de Dilma na Rua Copacabana vale R$ 290 mil, mas uma corretora de imóveis ouvida pela reportagem estimou que a cifra seja três vezes maior.

A presidente viajou nesta sexta a Novo Hamburgo, onde inaugurou uma creche e entregou diplomas a alunos do Pronatec - neste sábado, 12, anuncia investimentos do PAC Mobilidade Urbana para a capital gaúcha e aproveita o Dia das Crianças com a família.

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