Condoleezza elogia Brasil por ter mulher na Presidência

A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Condoleezza Rice elogiou nesta terça-feira (4) o fato de o Brasil ter uma presidente mulher. Para ela, a ascensão de mulheres ao poder - tanto político quanto empresarial - é uma tendência do século 21 que, na sua opinião, ainda vai chegar ao seu país.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

04 de dezembro de 2012 | 20h41

"Nós teremos uma mulher presidente (nos EUA). É uma questão de tempo. Mas tenho que mostrar minha admiração pelo número de presidentes mulheres no continente latino americano", afirmou Condoleezza, negando intenção de disputar a presidência. Integrante do governo republicano de George W.Bush, ela participou do evento "Women in the World Summit", que estimula mulheres a serem agentes de transformação da sociedade. É a primeira vez que o evento ocorre no Brasil.

Ao discursar por cerca de meia hora, Condoleezza disse que o Brasil deve ter um papel mais relevante no campo da política internacional. Para ela, o País deve focar nas áreas de sustentabilidade e busca por energias alternativas. "O Brasil está pronto para ter um papel global maior (nas tomadas de decisão) no mundo. Mas isso é uma questão também de estar disposto a isso. Os EUA estão há mais de 70 anos dispostos a isso. Eu acho que a sustentabilidade e a busca por energias alternativas é onde o Brasil tem que buscar se fortalecer."

Segundo a ex-secretária, o Brasil e os Estados Unidos têm em comum o fato de serem países multi-étnicos, multiculturais e democráticos. Na sua opinião, essas características são positivas para o desenvolvimento do capital humano nesses países. "No século 20, o potencial de um país era medido pelo poder industrial. Hoje, esse poder é medido pelo potencial humano. Países como o Brasil e os EUA, que são democráticos, e multi-étnicos, têm um tremendo potencial", afirmou.

O desafio, para ela, é mobilizar esse talento na direção certa. "O desafio é mobilizar esse talento e a chave é a educação. Minha preocupação é que as classes mais baixas nos EUA e no Brasil não têm o mesmo acesso (que as mais altas). Nossa tarefa é mobilizar as pessoas para a educação", defendeu.

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