Condição do governo é votar antes a CPMF

Apesar de o Planalto e o PMDB terem costurado um acordo para que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não assuma mais o comando do Congresso, o governo aconselhou os líderes da base aliada e o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, a procurarem uma fórmula política que permita votar primeiro a CPMF e só depois escolher o peemedebista que vai ocupar o lugar do presidente interino Tião Viana (PT-AC).Como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer que os dois processos corram em paralelo, é possível que Renan ainda renove o prazo de 45 dias da licença da presidência, que expira no próximo dia 26.A renúncia do senador alagoano no dia em que o processo de cassação for votado no plenário - a próxima quinta-feira - obrigaria Viana a convocar nova eleição para a presidência no prazo de cinco dias úteis seguintes. Isso aconteceria, portanto, antes da votação do primeiro turno da CPMF, prevista para o período entre 6 e 11 de dezembro."Lula achou apertado o prazo para a escolha do novo presidente do Senado", disse um senador que tem participado das negociações envolvendo a base aliada e o Planalto. Ninguém contesta que o cargo será do PMDB.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.