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Condenado por formação de quadrilha, deputado de RO é preso

Marcos Antônio Donadon é irmão do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), também condenado por envolvimento no mesmo esquema de desvio de dinheiro público

Quetila Ruiz, especial para O Estado

26 Junho 2013 | 15h17

Porto Velho - O deputado estadual Marcos Antônio Donadon (PMDB) foi preso na madrugada desta quarta-feira, 26, ao desembarcar no aeroporto de Porto Velho (Rondônia). Ele é irmão do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), que também teve a prisão decretada nesta quarta pelo Supremo Tribunal Federal. Ambos foram condenados por envolvimento em esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Marcos Donadon foi condenado por crimes de peculato e formação de quadrilha. Ele presidiu a Assembleia entre 1995 a 1999. O processo já estava no Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia quase 15 anos.

O mandado de prisão foi deferido pelo pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, atendendo pedido do Ministério Público do Estado. Marcos não apresentou resistência e foi levado para o Presídio Ênio Pinheiro. As investigações do Ministério Público de Rondônia apuraram fraude ao erário da ordem de R$ 8,5 milhões.

Seu irmão, Natan Donadon não foi localizado, até o momento, para comentar a decisão judicial. Ele foi condenado à pena de reclusão de 13 anos, 4 meses e 10 dias, em regime inicialmente fechado, também pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. A Câmara dos Deputados dará início nesta tarde ao processo de cassação do mandato.

Caso. Durante sua gestão na Assembleia, de acordo com a acusação, o ex-presidente nomeou pessoas de sua confiança em cargos estratégicos da casa como diretor Financeiro, diretor do Departamento de Recursos Humanos (DRH) e chefe de gabinete, para agirem sob o seu comando, a fim de promover desvios de verba publica num total de R$ 3.477.869,00, no período de janeiro de 1998 a janeiro de 1999.

O Ministério Público do Estado denunciou 10 pessoas por fraudes nas folhas de pagamento de servidores comissionados que eram forjadas, desviando os valores de uma pequena parte que destinava-se para pagamento de funcionários fantasmas da Assembleia, nomeados por Marcos Antônio Donadon, e a maior parte era para proveito próprio. Marcos Donadon, foi condenado a 18 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

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