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Condenado na Lava Jato, Argôlo pede liberdade ao Supremo

Ex-deputado do Pp e do Solidariedade foi preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro e sentenciado a 11 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro

Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2015 | 10h30

Brasília - O ex-deputado federal Luiz Argôlo, condenado na Operação Lava Jato a 11 anos e 11 meses de prisão, protocolou nesta segunda-feira, 21, no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de liberdade com efeito liminar (imediato). O pedido contesta a decisão do Superior Tribunal de Justiça que manteve, no último dia 3, a prisão preventiva contra o parlamentar decretada pelo juiz Sérgio Moro. 

Argôlo, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, alega constrangimento ilegal e excesso de prazo da prisão preventiva. A defesa do ex-deputado afirma que Moro não demonstrou a presença dos requisitos para a manutenção da medida, e apresentou "motivações genéricas". O pedido foi distribuído ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. 

Argôlo foi denunciado e condenado por ter recebido R$ 1, 47 milhão em propinas do doleiro Alberto Youssef entre 2011 e 2014 no esquema de corrupção da Petrobrás. Ele teria recebido as propinas enquanto ocupava o cargo de deputado federal, primeiro pelo PP e depois pelo Solidariedade. 

Segundo o ministro Ribeiro Dantas, ex-relator da Lava Jato no STJ que votou pela manutenção da prisão do parlamentar, Argôlo esteve envolvido em diversos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro e só deixou de cometer os ilícitos depois da prisão do doleiro Alberto Youssef, com quem tinha proximidade. O ministro também argumentou que o ex-parlamentar usou recursos ilegais para financiar campanhas eleitorais dele e de outros deputados. 

 

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