SERJÃO CARVALHO/ESTADÃO
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Condenado a 41 anos, Dirceu deve responder a novo processo

Ministério Público Federal denunciou o ex-ministro pelo suposto recebimento de R$ 2,4 milhões em propinas de duas empreiteiras a partir de contratos com a Petrobrás

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2018 | 05h00

O ano de 2019 deve começar com o reinício da terceira ação penal contra o ex-ministro José Dirceu na Lava Jato. Trata-se de processo no qual o Ministério Público Federal o denunciou pelo suposto recebimento de R$ 2,4 milhões em propinas de duas empreiteiras a partir de contratos com a Petrobrás. A denúncia fora apresentada em 2017, quando Dirceu deixou a prisão. O então juiz Sérgio Moro a aceitou em fevereiro de 2018, mas suspendeu o processo por um ano – o prazo se encerra em fevereiro.

Dirceu, de 72 anos, já foi condenado em dois processos a penas que somadas chegam a 41 anos de prisão – que deve voltar a cumprir quando os processos transitarem em julgado. “Minha mãe dizia que Deus é grande e poderosos e, às vezes, generoso. Espero que Ele seja generoso comigo e demore o máximo possível.” Sobre a perspectiva de voltar à cadeia, o líder petista disse: “É a vida, meu caro, fazer o quê? Eu tenho de enfrentá-la e transformá-la e vivê-la.”

Dirceu diz que terá de passar mais sete anos em regime fechado. “Nosso lugar (dele e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pela Lava Jato) é aqui. Na cadeia você luta. Eu não escrevi um livro na prisão? A vida continua em uma prisão. É uma outra vida. É quase contra a condição humana; não ter liberdade. Tenho de sobreviver na prisão. Vou enfrentar a Justiça e me defender. Não tem outro caminho.”

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