Conde diz que sua missão em Furnas é acelerar obras

Nomeação é reivindicação do PMDB; ex-prefeito do Rio diz que foi escolhido por ter perfil de gestor

Denise Luna, da Reuters, REUTERS

01 de agosto de 2007 | 13h17

O ex-prefeito do Rio de Janeiro e atual secretário de Cultura do Estado do Rio, Luiz Paulo Conde, do PMDB, disse que aceitou a presidência de Furnas porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer um gestor na função."O presidente pediu um gestor. Minha função será acelerar o processo licitatório, de obras, o que for necessário", afirmou Conde à Reuters, após encontro com o presidente no Palácio do Planalto em que foi oficializado na presidência da estatal de energia elétrica.O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, participou da reunião. Com a confirmação do nome de Conde, que vinha sendo ventilado para o cargo, Lula atende a bancada do PMDB do Rio de Janeiro, que indicou o ex-prefeito.Sem experiência no setor elétrico, Conde pretende utilizar seu perfil de administrador para cumprir as determinações de Lula. Entre as suas principais realizações estão projetos iniciados ao lado do prefeito do Rio, Cesar Maia (ex-PFL, atual DEM) na sua primeira gestão, quando Conde ainda era do PFL, como o Favela-Bairro e o Rio Cidade, ambos projetos de urbanização.Conde informou que deve tomar posse em dez dias, após a reunião do Conselho de Administração de Furnas que precisa ratificar seu nome. "A primeira medida será a de reunir a diretoria para me pôr a par dos problemas e aí trabalhar em consonância com a política energética do governo", afirmou o executivo.Segundo Conde, nesta quarta-feira, a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), com a participação de Lula, deve traçar a estratégia para acelerar as obras do setor. "A idéia é acelerar a gestão, no sentido que sejam acelerados os processos licitatórios para que retomemos todos os temas que são necessários", disse Conde, sem dar detalhes.Ele disse ainda que a polêmica questão da participação de Furnas no leilão das usinas que serão do rio Madeira, em Rondônia, não foi abordada na reunião com o presidente Lula e evitou comentar a sua avaliação do problema.Em 2001, Furnas e Odebrecht fizeram um acordo para realizar estudos de viabilidade do aproveitamento hidrelétrico do rio Madeira. Pelo contrato, as duas empresas participariam juntas do processo, o que está sendo questionado por outros possíveis participantes do leilão que consideram a parceria desvantajosa para as demais companhias.Furnas, subsidiária da Eletrobrás e responsável por 13% da energia gerada no País, há anos vem sendo ocupada por nomes indicados pelo PMDB, como ocorreu com o atual presidente da empresa, José Pedro Rodrigues, mas que, ao contrário de Conde, tem tradição no setor elétrico brasileiro.    PerfilArquiteto de 73 anos, Conde foi prefeito do Rio de Janeiro pelo PFL de 1997 a 2000. Em 1999, rompeu com Cesar Maia após este perder a eleição ao governo do Estado para Anthony Garotinho. Em 2000 tentou a reeleição mas perdeu, desligando-se do PFL e aderindo ao PSB de Garotinho, tornando-se vice-governdor de Rosinha Matheus nas eleições de 2002.Em 2003 acompanhou Garotinho na troca do PSB pelo PMDB, no qual se candidatou mais um vez para prefeito do Rio e perdeu. Assumiu então a secretaria de Cultura no governo de Sérgio Cabral (PMDB) e, segundo comentários de analistas políticos, será novamente candidato a prefeito em 2008.

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