Competitividade passa pelo investimento, afirma Dilma

Durante a reunião, nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto com governadores e prefeitos, a presidente Dilma Rousseff disse que o País precisa dar um salto de competitividade. "Precisamos perceber que temos de dar um salto de competitividade". "Esse salto passa também pelo investimento dos Estados, pela capacidade e empoderamento dos Estados brasileiros para investir". Dilma afirmou que o governo federal "tem feito um grande esforço para recompor a capacidade de investimentos dos Estados brasileiros".

DENISE MADUEÑO, LAÍS ALEGRETTI, RAFAEL MORAES MOURA E TANIA MONTEIRO, Agência Estado

06 de março de 2013 | 14h30

Dilma destacou ainda que a inflação brasileira está "sob controle". "O Brasil tem também uma característica que eu acho fundamental: é um país com estabilidade, que respeita integralmente contratos realizados, e o Brasil tem uma característica: é uma democracia", afirmou. Ela ressaltou ainda que o País tem uma das menores relações entre a dívida líquida e o Produto Interno Bruto (PIB).

A presidente lembrou que, no exterior, a situação não é tão confortável. "Quando olhamos países da Europa sabemos o que é uma crise do sistema de províncias", afirmou. Ela aproveitou para lembrar que as taxas de juros no País foram reduzidas de "forma robusta e cautelosa". "Temos US$ 378 bilhões de reservas e isso significa proteção contra especulação em qualquer país do mundo." Ela lembrou ainda das medidas de desoneração da folha e destacou que o governo começou com quatro setores e agora são 42 os segmentos com desoneração da folha.

Ao falar sobre infraestrutura, a presidente tratou da redução do custo de energia. "O Brasil tem de ter um custo de energia competitivo. Por isso, respeitando a lei e os contratos, reduzimos em 18% o custo da energia e em até 32% para as empresas", disse. Ela ainda destacou que um dos fatores que garantirão a recuperação dos Estados Unidos é eles terem descoberto gás não convencional.

Dilma falou das ferrovias: "Mudamos o marco regulatório das ferrovias. Não há condição de sermos um país desse tamanho e não investirmos em ferrovias". "Só o Estado não dá conta do investimento em ferrovias, o setor privado tem de comparecer", afirmou. Segundo a presidente, por isso foi criado um modelo que diminui o risco de demanda das ferrovias. "Usaremos toda a estrutura possível para dar competitividade. Não se transporta minérios e grãos sem ferrovias", afirmou.

Dilma também ressaltou preocupação com a pavimentação. "Contrariamos uma tradição e investimos em pavimentação. É uma demanda das prefeituras. Pavimentação faz diferença em uma região. Para mim é muito importante colocar em pavimentação R$ 8,2 bilhões", disse.

A presidente Dilma Rousseff esteve reunida com governadores e prefeitos para tratar de ações de saneamento, pavimentação e mobilidade urbana. Também participaram da reunião a ministra do Planejamento, Miriam Belchior; o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro; a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Entre os 16 governadores presentes estavam o de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o governador Cid Gomes (PSB), do Ceará; Tião Viana (PT), do Acre; Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal; Jacques Wagner (PT), da Bahia; Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo; Marconi Perillo (PSDB), de Goiás; e Antonio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais.

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