Como será a relação do seu governo com a Câmara Municipal?

Candidatos à Prefeitura de São Paulo falam sobre como pretendem aliar seu trabalho com o Legislativo paulistano

O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2012 | 16h00

Celso Russomanno - PRB

Quero trabalhar em busca de uma nova história para São Paulo. Para isso, vou conversar com todos os partidos políticos na Câmara Municipal, apresentar minhas propostas e projetos e provar que podemos fazer coisas diferentes para melhorar nossa cidade.

José Serra - PSDB

De maneira democrática e colaborativa, tal como sempre atuei, seja como deputado, senador, ministro, prefeito ou governador. Para administrar bem, é preciso ter capacidade de articulação. É o que eu tenho demonstrado ao longo de minha vida. Lembro a experiência como ministro da Saúde. Aprovamos mais de 25 projetos no Congresso, como a Emenda Constitucional 29, que vincula recursos de municípios, Estados e União para a saúde. Foi preciso fazer grande articulação para isso, com todos os partidos. Sem Legislativo não se governa.

Fernando Haddad - PT

Nossa relação com a Câmara Municipal será pautada pelos mesmos princípios éticos e de transparência que vão nortear nosso mandato e que pautaram minha atuação como ministro da Educação, quando aprovamos no Congresso vários projetos com apoio da base governista e da oposição. Vamos estabelecer canais de diálogo de maneira republicana, sem distinção partidária, respeitando a diversidade de opiniões e buscando o consenso necessário para a aprovação dos projetos necessários para o progresso da nossa cidade.

Gabriel Chalita - PMDB

Quero aproveitar a popularidade obtida na eleição logo no início do mandato para mudar a relação com a Câmara Municipal. É preciso mudar o sistema, para diminuir a corrupção. Acredito que é possível fazer uma base ampla de governo para aprovar, de forma objetiva, projetos de lei que mudem o sistema de gestão e a forma de atuação das subprefeituras e enxuguem a máquina pública direta. Espero que se renove a Câmara Municipal, onde tem, sim, corrupção. Todos nós sabemos o que é a Câmara de São Paulo hoje em dia.

Soninha Francine - PPS

É possível fazer acordos em que, além de contentar os parlamentares, a população seja beneficiada. Todo vereador tem bons projetos; posso negociar com o parlamentar e sua bancada a aprovação de um desses, a realização de uma obra desejada pela comunidade - e necessária - em troca da aprovação a um projeto do Executivo que ele considere bom, mas não aprovaria sem essa boa vontade do governo. Posso aceitar indicação de um partido para determinado cargo, desde que eu aprove o indicado. Se não der certo, dispenso.

Paulinho da Força - PDT

Para o Executivo estabelecer um entendimento ético com a Câmara, é necessário como ação estratégica uma Parceria de Compromisso sustentada no programa de governo vitorioso nas eleições. Para isso, proponho eleições diretas para subprefeito, com participação de todos os partidos representados na Câmara. A lei que estabelecerá regras da eleição será clara nos limites da autonomia e independência da gestão do subprefeito, que terá autonomia para executar o programa de governo.

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