Lúcio Bernardo Jr./Câmara
Lúcio Bernardo Jr./Câmara

Comissão rejeita lista fechada para eleição de vereadores em cidades pequenas

Segundo o texto, apenas cidades com mais de 200 mil eleitores adotariam sistema distrital misto a partir de 2022

Felipe Frazão e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2017 | 15h44

BRASÍLIA - A comissão especial da reforma política rejeitou trecho do relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) que trata da eleição de vereadores em municípios pequenos, com menos de 200 mil eleitores. O texto base aprovado sugeria que a votação para Câmaras Municipais se desse de duas maneiras distintas, a partir de 2022.

As cidades com mais de 200 mil eleitores, onde ocorre segundo turno para prefeito, adotariam o sistema distrital misto (metade das vagas para os mais votados em distritos pré-estabelecidos pela Justiça Eleitoral e a outra metade numa lista fechada dos partidos). Nas cidades sem segundo turno, todos seriam eleitos para os parlamentos locais no formato de lista fechada.

Vicente Cândido defendia a votação em lista pré-ordenada pelos partidos, com votos em legenda e não mais nos candidatos. Esse é o modelo ideal do PT. Mas a comissão derrubou essa possibilidade. Todos os vereadores então serão eleitos pelo sistema distrital misto, conforme o texto que deve sair da comissão.

A votação deste destaque, apresentado pelo PMDB, demorou por falta de quórum. Os deputados começaram a abandonar a comissão especial, e o PT entrou em obstrução, pedindo a verificação de presença.

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