Comissão reabre apuração sobre morte de educador

A Comissão Nacional da Verdade vai reabrir as investigações sobre a morte do educador Anísio Teixeira, ocorrida em 1971, no Rio. O primeiro passo nessa direção foi dado nesta terça-feira (6), em Brasília, com a assinatura de um termo de cooperação com a Comissão de Memória e Verdade Anísio Teixeira, da Universidade Nacional de Brasília (UnB).

ROLDÃO ARRUDA, Agência Estado

07 de novembro de 2012 | 10h01

O corpo do educador foi encontrado no fosso do elevador do prédio onde morava seu amigo Aurélio Buarque de Holanda, que ele pretendia visitar, para pedir seu voto na eleição para uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL). De acordo com a versão oficial, a morte teria sido acidental. Desde os primeiros momentos do desaparecimento do educador, porém, surgiram suspeitas de assassinato.

Segundo seu filho, Carlos Teixeira, que participou do encontro ontem em Brasília, a família nunca descartou a hipótese de crime político. Ele recordou que um dos motivos das dúvidas foi a posição em que o corpo foi encontrado. Quase sentado, não condizia com a hipótese de uma queda. A suspeita é a de que o educador tenha sido assassinado e depois levado para o fosso do elevador.

"Esperamos que a Comissão da Verdade, por meio de caminhos mais abertos para ter acesso a informações que não tivemos, consiga chegar a algum resultado", afirmou.

Segundo o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, um dos sete integrantes da comissão nacional, a principal parte do esforço para esclarecer a morte do educador caberá à comissão da UnB. "Nós vamos colaborar com a abertura de arquivos e a convocação de pessoas para depoimentos", esclareceu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.