Pedro Venceslau/Estadão
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Comissão pede que Dilma e Congresso reconheçam que JK foi assassinado

Relatório concluiu que o ex-presidente foi vítima de um complô liderado pelo então general João Batista Figueiredo; na versão oficial JK morreu em um acidente de carro

Pedro Venceslau, O estado de S. Paulo

10 Dezembro 2013 | 16h36

São Paulo - Depois de apresentar nesta terça-feira, 10, a conclusão de um relatório elaborado nos últimos nove meses, a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo declarou que o ex-presidente Juscelino Kubistchek foi assassinado e vítima de um complô liderado pelo general João Batista Figueiredo.

O grupo pedirá ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Presidência da República que retifiquem a causa mortis de JK.

Oficialmente, o ex-presidente morreu em um acidente de carro na rodovia Presidente Dutra, em 22 de agosto de 1976. A tese apresentada pelo documento, que tem 30 páginas e é dividido em 92 provas, é que o motorista de JK, Geraldo Ribeiro, foi morto com um tiro antes da colisão do automóvel.

"Vamos pedir uma nova exumação dos ossos de Ribeiro", afirmou o vereador Gilberto Natalini (PV), presidente da Comissão. A primeira exumação foi feita em 14 de agosto de 1996.

Em depoimento que consta do relatório, o perito criminal Alberto Carlos de Minas declarou ter visto um furo no crânio do motorista com "característica de buraco provocado por projétil de arma de fogo".

Na ocasião, segundo o perito, as autoridades de Minas Gerais teriam proibido que ele fotografasse o crânio, alegando que ele estaria "esfacelado".

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