Comissão para apurar envio ilegal de recursos pode ser adiada

A instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada na Câmara para investigar a evasão de divisas por meio das contas CC-5, prevista para amanhã deverá ser adiada. Ao todo, essa evasão teria atingido US$ 30 bilhões, envolvendo, entre outras instituições financeiras, o Banco do Estado do Paraná (Banestado). O funcionamento da CPI depende da indicação de seus integrantes pelos líderes partidários na Câmara. Embora a CPI já tenha sido instituída, alguns partidos da base governista ainda não avaliaram o interesse em indicar integrantes para a comissão. Há uma reunião política do governo, marcada para amanhã à noite, na qual o assunto deverá ser discutido.AguardarBrasília, 9 - O líder do PMDB na Câmara, deputado Eunício Oliveira (CE), disse não ter resistência a indicar os representantes de seu partido à CPI. Segundo Eunício Oliveira, se as lideranças dos demais partidos na Câmara se dispuserem a indicar os membros da CPI, ele também o fará.Ele alegou que aguarda uma conversa com os deputados de seu partido, tendo em vista que, no Senado, os líderes do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), e do PMDB, Renan Calheiros (AL), haviam argumentado que era preciso aguardar, antes de mais nada, as investigações em curso pelo Ministério Público e pela Polícia Federal sobre a evasão do dinheiro.

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