Comissão não vai reabrir processo contra Palocci

A declaração feita nesta terça-feira pelo empresário José Roberto Colnaghi não será suficiente para reabrir o processo contra o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na Comissão de Ética Pública do Palácio do Planalto. Colnaghi disse que o ministro viajou no seu avião de graça para participar de um evento do PT em São Paulo, em 2003. Responsável pela análise de denúncias de deslizes éticos contra altos escalões do governo, a comissão arquivou o processo com a explicação de Palocci, confirmada pelo PT, de que o avião foi "disponibilizado" pelo partido.O presidente da comissão, Fernando Neves, informou que a única condição para reabertura do caso é se alguma pessoa ou partido de oposição, por exemplo, comprovar que o ministro mentiu. Por enquanto, segundo Neves, estão de pé a defesa do ministro e os documentos que ele e o PT anexaram dando conta que foi o partido que providenciou o transporte. "Nós não avaliamos se o PT pagou ou não pelo vôo, pois as relações do partido com empresários não estão sujeitas ao crivo da comissão. Só a do dirigente público."Em dezembro, a comissão considerou e satisfatórias as explicações de Palocci sobre o uso do avião de Colnaghi. Na ocasião, o ministro foi a São Paulo participar do ato de filiação do prefeito de Ribeirão Preto, Gilberto Moggioni, ao PT. O partido assumiu que alugou o vôo para a viagem.

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