Comissão levanta sete possíveis causas do acidente com a P-36

A comissão de sindicância que apura as causas das explosões e do afundamento da plataforma P-36, da Petrobras, só deverá concluir o relatório em 15 de junho. Hoje foram apresentadas sete possíveis causas do acidente: vazamento de gás no tanque de drenagem de emergência; vazamento de gás no tanque de resíduos; falha no sistema de compressão de gás e de ventilação na coluna onde ocorreu a explosão; desalinhamento de tubulações; falha no sistema de esgotamento do flutuador da coluna, que poderia ter acarretado vazamento de gás; pressurização do sistema de vent atmosférico (considerada uma das causas menos prováveis), e falha no sistema de óleo diesel. Em decorrência do acidente, na Bacia de Campos, morreram 11 pessoas.De qualquer modo, por segurança, a Petrobras não irá mais autorizar o funcionamento de plataformas com tanques de óleo e gás nas colunas de sustentação. O coordenador da comissão Carlos Heleno Neto Barbosa, gerente de Sondagem e Logística de Exploração e Produção da Petrobras, classificou a medida como uma "sobreproteção". "Apesar de as agências classificadoras internacionais aceitarem este tipo de projeto, de jeito nenhum vamos correr o risco de repetição de um evento como este", disse.Há duas plataformas em operação na Bacia de Campos com tanques de óleo e gás no interior das colunas. Numa delas, a P-18, os tanques são tratados com produtos químicos. Em outra, a P-19, que "é objeto específico de preocupação", segundo Antonio Carlos Rangel, representante do Sindipetro na comissão, o projeto será modificado. O representante da Coppe na comissão, professor Tiago Lopes, disse que estão sendo analisados erro de projeto, erro de operação e falha de material.

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