Comissão externa da Petrobrás adia reunião mais uma vez

Encontro foi adiado por falta de quórum, parlamentares ameaçam deixar grupo se trabalhos não começarem nesta quarta

BERNARDO CARAM, Agência Estado

08 de abril de 2014 | 15h54

Brasília - A comissão externa da Câmara que vai acompanhar as investigações sobre a possibilidade de pagamento de propina a funcionários da Petrobrás na Holanda adiou novamente a primeira reunião de trabalho, que seria realizada às 14h30 desta terça-feira,8. Apenas quatro dos nove membros do grupo apareceram, quando o número mínimo para abrir as discussões é de cinco parlamentares.

Dessa vez, o encontro foi remarcado para esta quarta, às 15h. Nesta manhã, a reunião já havia sido suspensa por falta de quórum. Segundo o coordenador da comissão externa, Maurício Quintella Lessa (PR-AL), três deputados do grupo não estão em Brasília, dois deles por estarem tratando de definições políticas em seus Estados, e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) por motivo de saúde.

Para o deputado Fernando Francischini (SDD-PR), membro da comissão, não é possível dizer que há uma manobra para que os trabalhos não evoluam. O parlamentar, entretanto, deixou um recado. "Se amanhã, a gente verificar que isso vai terminar em pizza, nós vamos abrir mão da permanência na comissão e tenho certeza que outros deputados vão nos acompanhar", disse. "Nós não vamos fazer parte de um teatro", concluiu.

Holanda. A comissão para investigar as suspeitas de propina a funcionários da estatal na Holanda foi criada em março na Câmara, em meio aos embates do governo federal com o chamado "blocão" de partidos insatisfeitos com a articulação política de Dilma Rousseff no Congresso. A comissão externa foi criada após vir à tona uma denúncia de que a empresa holandesa, SBM Offshore teria pago US$ 139,2 milhões em propina para firmar contratos de alocação de plataformas petrolíferas no Brasil.

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