Pedro Ladeira/Frame
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Comissão está indo de vento em popa, diz Feliciano após fechar outra sessão

Presidente da Comissão de Direitos Humanos voltou a restringir acesso à reunião em razão de protestos contra sua permanência no colegiado

Eduardo Bresciani, de O Estado de S.Paulo

10 Abril 2013 | 17h34

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou que a comissão de Direitos Humanos está "indo de vento em popa" após mandar fechar outra sessão do colegiado. A tentativa de abrir os trabalhos durou seis minutos, mesmo com a segurança restringindo a entrada de manifestantes. Em um debate com parlamentares, Feliciano afirmou que a comissão não pode virar motivo de chacota.

 

"A comissão de Direitos Humanos está indo de vento em popa", afirmou o pastor, ao final da reunião.

 

Durante a reunião fechada, alguns pastores foram autorizados a entrar. Eles permaneceram em silêncio durante a sessão. Os manifestantes contrários a Feliciano ficaram do lado de fora e protestaram nos corredores da Câmara.

 

No debate entre os parlamentares, a deputada Erika Kokay (PT-DF) fez uma obstrução solitária tentando atrasar as votações. Ela foi criticada por deputados evangélicos que acusaram parlamentares de incitarem os protestos contra Feliciano. Kokay afirmou que defende apenas o direito à liberdade.

 

O deputado Silvio Costa (PTB-PE), que não é membro da comissão, participou de boa parte da reunião. Ao final, afirmou que via uma "guerra santa" no colegiado. "Está estabelecida aqui uma guerra santa", disse o deputado do PTB, mencionando os ataques dos evangélicos a Kokay.

 

Feliciano evitou que a discussão se arrastasse. Afirmou que Costa pegou o "bonde andando" e que a comissão está trabalhando normalmente. "Essa comissão não pode virar motivo de chacota a nível nacional. Votamos coisas sérias aqui e vamos continuar".

 

Mais uma vez a sessão limitou-se a análise de requerimentos, sem a aprovação de nenhum projeto. Ao final, o pastor afirmou que os projetos que estão na comissão são muito polêmicos e causariam uma "celeuma". Ele pediu aos parlamentares que solicitem à Mesa da Câmara o encaminhamento de outros projetos à comissão.

 

 

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