Marcos Oliveira/Agência Senado
Marcos Oliveira/Agência Senado

Comissão Especial do Impeachment no Senado retoma trabalhos

Membros, presidente e relator continuam os mesmos; colegiado agora analisa se Dilma de fato cometeu crime

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2016 | 11h33

BRASÍLIA - A Comissão Especial do Impeachment no Senado retoma nesta quarta-feira, 25, os trabalhos no processo contra a presidente afastada, Dilma Rousseff. Após a instauração do processo, o colegiado se transforma agora em "comissão processante" e vai analisar o mérito do impeachment, ou seja, se a presidente cometeu de fato crime de responsabilidade.

Os membros da comissão permanecem os mesmos, assim como o presidente, Raimundo Lira (PMDB-PB), e o relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

A divulgação do diálogo entre o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado deve reaquecer os debates na comissão. A oposição, agora representada pelo PT, vai tentar impedir a continuidade do processo alegando que houve desvio de finalidade. No diálogo, Jucá fala sobre a importância de "trocar o governo" para "estancar" as investigações da operação Lava Jato.

Os petistas prometeram dificultar a sessão, apresentando questões de ordem e dificultando possíveis deliberações. O presidente e o relator, por outro lado, devem tentar trazer um calendário da segunda fase dos trabalhos. Lira pretende concluir o processo em, no máximo, quatro meses. Diferentemente da primeira etapa, entretanto, esta nova fase não possui prazos regimentais. O calendário deve ser mais flexível e os senadores podem estender os trabalhos pedindo análise de documentos e testemunhas. 

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