Comissão do Senado e marca audiência sobre Bancoop para a próxima terça

Segundo o MP, a Bancoop havia recebido socorro financeiro de R$ 26 mi garantido por três fundos de pensão de empresas estatais

estadão.com.br

23 de março de 2010 | 16h38

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) aprovou nesta terça-feira, 23, requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) propondo audiência pública para tratar de denúncias de irregularidades na aplicação de recursos pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). A audiência foi agendada para a próxima terça-feira, 30, em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que já havia aprovado, na semana passada, requerimento com a mesma finalidade.

 

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Alvaro Dias também foi autor de proposta para que o tema seja abordado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs. Um dos convidados é o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que foi presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários).

 

Em investigação comandada pelo promotor José Carlos Blat, também convidado para a audiência, Vaccari e outros dirigentes da Bancoop foram apontados como responsáveis por "uma série de recursos dos cooperados, fundos de pensão e empréstimos captados do Sindicato dos Bancários de São Paulo, sendo certo que muitos imóveis nem sequer foram entregues pelo evidente desvio para abastecer o caixa 2 de dirigentes e ex-dirigentes da cooperativa, bem como para fomentar campanhas políticas eleitorais do PT".

 

A lista inclui ainda Luiz Malheiro, irmão de Hélio Malheiro, morto em acidente automobilístico em 2004 e que antecedeu Vaccari na presidência da Bancoop. Luiz Malheiro, hoje inscrito em programa de testemunhas do governo paulista, teria relatado ao Ministério Público que vários cheques da cooperativa foram transferidos para ONG gerida pelo falecido irmão.

 

Outro a ser ouvido é o corretor de câmbio Lúcio Bolonha Funaro. Ele teria fornecido ao Ministério Público detalhes sobre mecanismos utilizados para desviar recursos para o caixa clandestino das campanhas eleitorais. A lista se completa com o nome do advogado da Bancoop, sugerido pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), na reunião em que a CDH aprovou o requerimento para a audiência, proposto por Papaléo Paes (PSDB-AP).

 

Pelas investigações do Ministério Público, a Bancoop havia recebido socorro financeiro de R$ 26 milhões garantido por três fundos de pensão de empresas estatais: Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), Petros (Fundação Petrobrás de Seguridade Social) e o Funcef (Fundação dos Economiários Federais), dos servidores da Caixa Econômica.

 

Com informações da Agência Senado

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