Comissão do MST tenta entregar propostas a Lula

Uma comissão de trabalhadores rurais sem-terra vai ao Palácio do Planalto tentar entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um documento com as propostas aprovadas na Conferência Nacional Terra e Água, que reuniu 9 mil pessoas, entre sem-terra, índios, quilombolas, agricultores familiares e pesquisadores. No documento, eles pedem a mudança da política econômica com redução dos juros e da meta de superávit primário e o fim dos incentivos ao agronegócio, entre outros. Segundo um dos líderes do MST, Gilberto Portes, é necessária a retirada dos incentivos do agronegócio porque o número de emprego e renda com as atividade do agronegócio é muito insignificante."Para quem está dando lucro o agronegócio? Para as grandes empresas e não para a maioria da população", disse. Um dos fundadores do PT, o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Plínio de Arruda Sampaio, discursou durante a manifestação, na frente do Banco Central. Ele disse que estava ali como "amigo do Lula" mas não como "puxa-saco". Uma comissão de manifestantes tentou ser recebida pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, mas foi barrada na entrada e recebida apenas por um funcionário do BC, que recebeu a carta proposta da Conferência. Integram o grupo, o deputado Chico Alencar (PT-RJ) e o presidente da Comissão Pastoral da Terra, Dom Tomás Balduíno.

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