Comissão define segunda questão de transgênico no Paraná

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse hoje, em Curitiba, que segunda-feira a Comissão de Biossegurança do Ministério da Agricultura deverá dar a resposta à solicitação do governo paranaense para que o Estado seja declarado área livre de transgênico. Com posição conhecida favorável ao plantio de transgênico, Rodrigues preferiu se esquivar de dar sua opinião sobre a declaração pedida pelo Paraná. "Minha posição será aquela defendida pela Comissão de Biossegurança", disse.Segundo Rodrigues, uma possível liberação do plantio de transgênico, que deve ser definida em lei dispondo sobre biossegurança e biotecnologia, não deve prejudicar as exportações de grãos. "A Argentina tem 98% de transgênicos, mas é o país que mais cresceu em exportação nos últimos anos", exemplificou.Rodrigues disse que a União Européia - "o grande gargalo do ponto de vista comercial em relação à transgenia" - está caminhando para uma legislação que permitirá o plantio mediante autorização e rotulagem específicas. O vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), afirmou estar aguardando essa definição do ministério para orientar o trabalho de fiscalização no Estado, onde plantio, industrialização, comercialização e exportação de produtos geneticamente modificados são proibidos. "Se não for considerado o nosso pedido, nós teremos que caminhar com base só em nossa lei estadual", disse. Ele garantiu que não haverá frustração em caso de negativa.O presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, anfitrião das duas autoridades no Encontro Paranaense de Cooperativas, realizado em Curitiba, é favorável ao plantio de transgênico no Estado. "Ao invés de uma lei proibindo o plantio, deveria ter uma lei prevendo a segregação e a certificação dos produtos", sugeriu.Na próxima semana, representantes dos agricultores devem se reunir com o governo para iniciar as discussões sobre como se dará o escoamento da safra que começa a ser colhida em fevereiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.