Comissão de Inquérito entrega relatório sobre painel

O primeiro secretário do Senado, Carlos Wilson (PPS-PE), entregou formalmente ao presidente do Conselho de Ética, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), ao relator da comissão, senador Roberto Saturnino (PSB-RJ), e ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), o relatório completo dos trabalhos da Comissão de Inquérito, que durante 55 dias apurou e concluiu que o painel eletrônico de votação do Senado foi violado no dia 28 de junho. De acordo com o documento, a votação do pedido de cassação do mandato de Luiz Estevão sofreu alterações nos programas do sistema, permitindo a identificação dos votos dos senadores. O relatório ressalta, no entanto, que não houve manipulação dos votos, como foi atestado pela perícia técnica feita por técnicos da Unicamp.Com base no relatório da comissão, o primeiro secretário, a quem a comissão estava vinculada, fez as seguintes recomendações: promover uma decisão política sobre a extinção do voto secreto dos parlamentares; aperfeiçoar o sistema eletrônico para corrigir as vulnerabilidades detectadas no equipamento; revisar as rotinas administrativas do Prodasen relacionadas com a manutenção do sistema, principalmente quanto à terceirização de serviços e realização de uma auditoria pela Secretaria de Controle Interno na gestão dos contratos do Prodasen com as empresas Kopp e Panavídeo.Carlos Wilson anunciou ainda que vai constituir uma comissão interna para abrir processo administrativo disciplinar, destinado a apurar responsabilidades de servidores na violação do painel eletrônico de votação da Casa. Essa comissão será composta por três integrantes, funcionários do Senado. Já as denúncias de envolvimento dos senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e de José Roberto Arruda (PSDB-DF) na violação do painel, conforme depoimento da ex-diretora do Prodasen, Regina Borges, serão apuradas pelo Conselho de Ética que se reunirá hoje à tarde para estabelecer o roteiro de trabalho.

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