Comissão de Ética suspende julgamento sobre convite vip

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República suspendeu nesta segunda-feira a análise do caso envolvendo familiares de ministros do governo Dilma Rousseff que foram beneficiados pela Petrobras com ingressos para assistir ao GP do Brasil de Fórmula 1.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

09 Junho 2014 | 20h17

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, a lista de convidados que serviria para "relacionamento com grandes clientes corporativos" acabou beneficiando o genro da presidente Dilma Rousseff, Rafael Covolo; dois filhos do ministro da Fazenda, Guido Mantega; a irmã, o cunhado e a sobrinha da ministra do Planejamento, Miriam Belchior; e o marido da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti.

Após a denúncia do Estado, a comissão decidiu pedir esclarecimentos aos ministros. De acordo com o presidente da Comissão de Ética, Américo Lacombe, o caso deverá ser retomado na próxima reunião, marcada para 28 de julho. "Foi uma discussão que resolvemos interromper, porque não chegamos à conclusão nenhuma", afirmou Lacombe, ao ser corrigido por uma secretária que assessora os conselheiros.

Minutos antes, o presidente da comissão havia dito que o caso foi arquivado e até minimizou o episódio. "Problema da Fórmula 1, não tinha problema nenhum, aqueles problemas da F-1 tinham a ministra Ideli, ela não foi, o marido dela recebeu convite diretamente para ele, de modo que ela não tem nada com isso", comentou. "O ministro da Fazenda poderia receber (os convites) e ele doou para os filhos, esse foi o problema dele. Grave não é."

Ao dizer que o caso dos ingressos da Petrobras havia sido arquivado, o presidente da Comissão de Ética foi alertado por uma secretária e se corrigiu depois, informando que a comissão ainda apura o episódio. Apesar da confusão, a fala de Lacombe indica a sua opinião sobre a farra dos convites, servindo como termômetro da decisão que a comissão pode vir a tomar. A Comissão de Ética também decidiu abrir processo contra Marcelo Fiche, ex-chefe de gabinete de Mantega, acusado de receber dinheiro de uma empresa que prestava serviços ao Ministério da Fazenda. "Achamos que a notícia era relativamente grave e resolvemos abrir (processo)", justificou Lacombe.

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