Comissão de Ética responde a críticas

O presidente da Comissão de Ética Pública, João Piquet Carneiro, respondeu às críticas geradas no meio político contra a imposição de uma quarentena de quatro meses ao ex-ministro da Integração Nacional, senador Fernando Bezerra. Os comentários que circulam hoje pelo Congresso é de que a decisão da Comissão foi arbitrária, uma vez que no caso do ex-ministro das Relações Exteriores, Luiz Felipe Lampreia, não houve restrição para que assumisse cargo no setor privado. Além disso, alguns políticos questionaram o fato de que Piquet Carneiro é membro da diretoria do Grupo Ipiranga. "Eu sou o diretor da Petróleo Ipiranga até o dia 30 de maio; vou me aposentar por uma questão de idade", afirmou o presidente da Comissão. Segundo ele, a reação dos parlamentares deve-se à desinformação. "Eu não sou membro do governo e nenhum dos integrantes da comissão o é. A Comissão de Ética é composta por pessoas de fora do funcionalismo público, pois somos apenas consultores do presidente par a aplicação de fiscalização do cumprimento do Código de Ética", afirmou. No caso de Lampreia, Piquet contou que o ex-ministro consultou a Comissão. Lampreia recebeu a autorização porque a organização da qual faria parte não estava relacionada com os interesses de que o ex-ministro tratava quando estava no governo. Piquet Carneiro também afirmou que ao anunciar a quarentena de Bezerra, a Comissão de Ética teve um gesto de respeito ao senador. "Pior teria sido não dizer nada e censurá-lo publicamente depois que assumir a CNI", disse. A quarentena imposta pela Comissão de Ética tem como base apenas o compromisso moral, uma vez que a lei que a estabelece a quarentena para o servidor público ainda não foi regulamentada. Piquet explicou que caso de desobediência não é possível estabelecer penalidades legais. A sanção, informou, restringe-se a uma censura ética de público, publicada no Diário Oficial.

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