Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Comissão de Ética Pública dá 10 dias para Segovia se explicar

Diretor-geral da PF terá que prestar esclarecimentos sobre afirmações que fez em entrevista, falando que não foram encontradas provas de irregularidades envolvimento Michel Temer no chamado Decreto dos Portos

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 19h44

A Comissão de Ética Pública da Presidência concedeu um prazo de dez dias corridos, a partir desta segunda-feira, para que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, dê explicações sobre suas declarações a respeito do inquérito que apura irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer no chamado Decreto dos Portos.

Só depois disso, é que o órgão colegiado vai decidir de abre ou não um processo contra Segovia. Normalmente, as punições na Comissão costumam ser advertências, mas há também casos em que ela pode sugerir a exoneração de servidores. "Interessa de fato a Comissão saber se as informações privilegiadas foram devidamente preservadas e se houve ou não houve uma espécie de transgressão praticada pelo diretor-geral", disse Mauro Menezes, presidente da Comissão.

 

++ COLUNA DO ESTADÃO: Comissão de Ética vai investigar conduta de diretor-geral da PF

Menezes explicou que o processo contra Segovia foi aberto na semana passada como resultado de uma representação apresentada pelo líder do PT, deputado Paulo Pimenta. Quando a colegiado recebe representações o processo é aberto automaticamente. "Ainda estamos numa fase preliminar, de maneira que é mais prudente escutar os esclarecimentos do diretor-geral", completou Menezes.

 

Em entrevista à Reuters há dez dias, Segovia afirmou que as investigações não encontraram provas de irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer no chamado Decreto dos Portos. Ele sinalizou que a corporação vai recomendar o arquivamento do inquérito aberto contra o emedebista no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje Segovia teve que prestar esclarecimentos ao ministro do STF, Luis Roberto Barroso.

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