Comissão de Ética libera Parente de cumprir quarentena

A Comissão de Ética Pública manteve, por unanimidade, a decisão de dispensar o ministro chefe da casa civil, Pedro Parente, de cumprir a quarentena após deixar o governo. A partir de fevereiro, o ministro assumirá o cargo de vice-presidente da Rede Brasil Sul de Comunicações. Em nota, a comissão informa que ouviu novamente o ministro e as pessoas envolvidas na elaboração da medida provisória que permitiu a participação do capital estrangeiro na mídia, e concluiu que o ministro não participou da elaboração do texto. Para os integrantes da comissão, o caso não exigiria quarentena, uma vez que o setor específico de comunicação não é subordinado ao ministro da Casa Civil. Além disso, a Comissão constatou que o convite a Pedro Parente para o emprego foi feito por uma empresa de consultoria (headhunter) sem que o ministro tivesse tido qualquer contato com a RBS. O primeiro contato com a RBS foi feito após a edição da medida provisória. A comissão de ética já havia liberado Parente de cumprir a quarentena por entender que sua função no governo não provocava conflitos de interesse com o futuro emprego na RBS. O caso foi reaberto porque foi levantada suspeição contra o ministro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.