Comissão de Ética da Presidência pede que Lupi esclareça denúncias

Denúncias apontaram suposto esquema de propina para liberação de recursos a ONGs

Rafael Morais Moura, da Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 19h03

BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu nesta segunda-feira, 7, pedir ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, esclarecimentos sobre as denúncias reveladas pela imprensa de que assessores da Pasta atuam em um suposto esquema de extorsão de dinheiro para liberação de recursos a organizações não governamentais. Lupi tem dez dias para prestar os esclarecimentos solicitados.

Segundo o presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, trata-se de um procedimento preliminar, que servirá de base para análise da conjuntura. "Fala-se ali (nas reportagens) em recebimento de propina. É preciso primeiro colher as informações da autoridade, depois ver se nos caberá ou à outra autoridade do sistema de ética apurar as acusações feitas a outros servidores", disse.

Durante a reunião da comissão nesta segunda-feira, foi julgado o processo de desvio ético do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci pelo episódio de locação de um imóvel cujo dono, segundo denúncias da imprensa à época, seria uma empresa de fachada em nome de um laranja. Por esse episódio, Palocci foi condenado à censura ética. A censura ética, porém, não tem valor prático. Não impede, por exemplo, que ele assuma nenhum novo posto no governo, apenas faz constar em sua ficha de funcionário a ''punição'' - aplicada a quem já deixou o governo. Se ainda estivesse no posto, sofreria ''advertência'' e poderia receber uma recomendação de demissão.

 

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