Comissão de Ética autoriza Mercadante e outros 11 funcionários a ficarem de quarentena

Ex-ministros da Educação e do Desenvolvimento Social terão direito a receber R$ 30,9 mil, pagamento que recebiam do poder público, por seis meses

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 17h45

Brasília - A Comissão de Ética da Presidência da República acatou, por enquanto, 11 dos mais de 90 pedidos de pagamento de quarentena por seis meses, a pessoas que foram afastadas do governo de Dilma Rousseff. Na lista das solicitações aceitas estão as dos ex-ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Desenvolvimento Social, Tereza Campello. Eles terão direito a receber o salário integral (R$ 30,9 mil), referente à função.

O mesmo benefício já havia sido concedido, na semana passada, aos ex-ministros da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, e da Controladoria-Geral da União (CGU), Luiz Navarro de Brito.

Em seis casos analisados, a Comissão de Ética entendeu que, até agora, não houve caracterização de conflito de interesses. Os funcionários, portanto, não deverão cumprir o período de quarentena e não têm direito a salário do poder público durante os próximos seis meses. É o caso, por exemplo, do ex-secretário de imprensa da Presidência Rodrigo Almeida.

No dia 31 de maio a Comissão de Ética irá realizar nova reunião, extraordinária, para examinar os demais pedidos que chegaram ao colegiado, após o afastamento de Dilma. Entre os que aguardam decisão da comissão está o do ex-ministro Jaques Wagner, que ocupou a Casa Civil e a chefia de gabinete de Dilma.

Notícias relacionadas

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.