Comissão da Verdade discute reabertura do caso do guerrilheiro Berbert

‘Estado’ divulgou, no final de semana, fotos do corpo de Berbert que comprovam sua morte; governos omitiram informações à família durante duas décadas

Leonencio Nossa,

09 de julho de 2012 | 12h04

BRASÍLIA - A Comissão da Verdade discute na tarde desta segunda-feira a reabertura do caso da morte do guerrilheiro Ruy Carlos Vieira Berbert, morto aos 24 anos, em janeiro de 1972, na cadeia pública de Natividade, hoje Tocantins.

No último final de semana, o Estado divulgou fotografias inéditas do corpo de Berbert que estavam numa pasta do Arquivo Nacional. As imagens comprovaram que, por 20 anos, três governos militares e três civis omitiram informações à família Berbert.

Em entrevistas no final de semana, o ministro Gilson Dipp, que integra a Comissão da Verdade, e o presidente da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos, Marco Antonio Rodrigues Barbosa, defenderam a reabertura do caso e colocaram em xeque as buscas dos restos mortais do guerrilheiro efetuadas nos anos 1990.

Na avaliação de Dipp e Barbosa, as novas informações e o avanço da tecnologia na área de buscas de restos mortais justificam a reabertura de um dos casos mais emblemáticos do período militar.

Lei de Acesso

Gilson Dipp destacou a importância da Lei de Acesso à Informação, promulgada no mesmo dia em que a Comissão da Verdade foi criada, para as investigações sobre as circunstâncias das mortes de perseguidos pela ditadura militar. As imagens de Berbert, as primeiras de um guerrilheiro morto em dependência do Estado, estavam no Arquivo Nacional desde 2005.

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