GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Comissão dá continuidade a processo de impeachment de Crivella no Rio

Grupo deve produzir um relatório que até 4 de julho será votado em plenário pelos vereadores cariocas; ele diz que denúncia não deve prosperar no campo jurídico

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 19h46

RIO - A comissão de vereadores que analisa o pedido de impeachment do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decidiu nesta sexta-feira, 26, por dois votos a um, dar continuidade ao processo. O grupo vai aprofundar a investigação sobre a denúncia apresentada contra o prefeito, acusado de cometer crime de responsabilidade. Crivella condenou a decisão, que considerou “descabida”.

A comissão deve produzir um relatório que até 4 de julho será votado em plenário pelos vereadores. São necessários votos de, no mínimo, 34 dos 51 vereadores para aprovar o afastamento do prefeito. Nesse caso, como seu vice, Fernando Mac Dowell, morreu em maio de 2018, o presidente da Câmara, Jorge Felippe (MDB), assumiria a prefeitura até a realização de nova eleição direta.

O processo de impeachment foi aberto em 2 de abril, com 35 votos a favor e 14 contrários. Naquele dia, três vereadores foram sorteados para compor a comissão responsável pela investigação: Willian Coelho (MDB), que votou pela abertura do processo, Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos) e Paulo Messina (PRB).

Os dois últimos são da base de Crivella na Câmara e votaram contra a abertura do processo. Por isso, havia a expectativa de que, na votação desta sexta, prevalecesse a recomendação de arquivamento do processo.

Mas Ramos Filho – que, por ser relator, foi o primeiro a votar – recomendou a continuidade do processo. Em seguida votou Messina, que até março atuava como secretário da Casa Civil de Crivella, e deixou o cargo para votar contra a instauração do processo. Ele recomendou o arquivamento. Por fim votou Coelho, que seguiu a posição de Ramos Filho.

Marcelo Crivella

Em nota, o prefeito Marcelo Crivella afirmou que “continuar o processo foi uma decisão política tomada pela Câmara”. Ele afirmou ainda acreditar que a denúncia “não irá prosperar no campo jurídico” por ser “de todo descabida” e que “confia plenamente na Justiça”.

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