Comissão da Câmara revela amante Jango

Por muito pouco o ex-presidente João Goulart não esteve acompanhado, no leito de morte, por uma amante com quem manteve um relacionamento de seis anos no exílio - e não pela ex-primeira-dama Maria Thereza Goulart. Eva de León Gimenez, hoje uma senhora casada de 48 anos, que vive em Montevidéu, fez esta revelação à comissão especial da Câmara dos Deputados que investiga a morte do ex-presidente, ocorrida na madrugada de 6 de dezembro de 1976.O depoimento havia passado despercebido até ser revelado hoje pelo repórter Klécio Santos, do jornal Zero Hora. Eva, então com 23 anos, contou que antes de viajar para a estância La Villa, em Mercedes, província argentina de Corrientes, onde viria a morrer, Jango ligou insistentemente para ela, pedindo-lhe que o acompanhasse. "Se ele ligasse mais uma vez, eu teria ido. Mas não ligou, graças a Deus", disse.Eva afirmou aos deputados que se sente aliviada até hoje por não ter aceito o convite. "Eu tinha 23 anos. Teria sido horrível para mim. Imaginem, ´a amante!´ Se hoje falam assim de Eva Perón imaginem o que não falariam de uma menina como eu." Apesar de ser reconhecidamente mulherengo, não havia até então registro sobre um relacionamento extraconjugal estável e duradouro do ex-presidente.

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