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Comissão adia votação de projetos de reforma política

A comissão da Câmara dos Deputados que trata da reforma política adiou mais uma vez, hoje, a votação do projeto de lei - já aprovado pelo Senado - que fixa prazos de um e dois anos de filiação partidária para que um político possa concorrer a mandato eleitoral. Na prática, esses prazos devem funcionar como um fator de fidelidade partidária. O presidente da comissão, deputado Alexandre Cardoso (PSB-RJ), adiou a votação com o argumento de que talvez seja preciso, antes, ouvir o que pensam os presidentes de todos os 29 partidos políticos, como prevê requerimento apresentado pelo deputado Mauro Benevides (PMDB-CE). O relator da reforma política, deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), disse que, apesar da complexidade da matéria, que ele considera a mais importante das reformas, será possível votá-la até o final do ano. Caiado informou que serão tratados em um só projeto temas que estão em outros, como a adoção de listas fechadas de candidatos, o financiamento público de campanha, a criação de uma federação de pequenos partidos e a proibição das coligações nas eleições proporcionais. Caiado disse que o mais importante é aprovar neste ano o financiamento público de campanha, porque isso será uma ?vacina" no sistema eleitoral contra o "risco de contaminação" pelo dinheiro do tráfico de drogas, do contrabando de armas e do crime organizado em geral. "O fator número um e praticamente o único de inelegibilidade no Brasil, hoje, é a falta de dinheiro de candidatos", afirmou Caiado. Ele observou que conseguem disputar eleições apenas os que têm patrocínio ou conseguem apoio de empresas, ou os que têm fortuna pessoal e os que "montam caixas-2".

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