Comércio aproveita saída de Palocci para pedir queda dos juros

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio) usou a saída do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para pedir a manutenção da queda da taxa de juros. "Nossa maior expectativa é que os juros continuem a cair e que esta queda se faça de uma forma mais acentuada", diz Abram Szajman, presidente da Fecomércio.Segundo a entidade, a entrada de Guido Mantega na Fazenda "não deve" representar alterações dos "pilares da política econômica" em curso. Entre os pontos destacados pela entidade estão o cumprimento das metas de superávit primário, controle da inflação e os bons resultados do comércio internacional."O que precisamos é superar os índices medíocres de crescimento, o que certamente estará no horizonte do ministro Mantega, pois como presidente do BNDES demonstrou partilhar da frustração da sociedade brasileira diante dos juros altos", conclui Szajman.Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a troca de comando na Fazenda não deve representar mudanças na política econômica. "Aos 40 minutos do segundo tempo, é muito difícil mudar o esquema tático. Você apenas substitui o jogador", declarou. "Você pode até ter mudança de retórica. De ação, não creio que haverá nenhuma."Afif disse ainda que espera que a saída do ministro da Fazenda Antonio Palocci não encerre o caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, responsável pela revelação de que Palocci freqüentava a mansão alugada por lobistas de Ribeirão Preto. "Todos os envolvidos na quebra de sigilo têm que sair", disse o presidente da Associação Comercial de São Paulo. "Espero que o ministro da Justiça (Márcio Thomaz Bastos) não arrume nenhum habeas corpus para os envolvidos."

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