Reprodução|Facebook
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Comentários contra o impeachment dominam página do G20 no Facebook

Foto em que Michel Temer aparece ao lado do líder chinês, Xi Jinping, foi alvo de 'vomitaço' com mais de 170 mil mensagens; internautas também comentam em outras publicações do encontro

Cláudia Trevisan e Fernando Nakagawa, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2016 | 11h03

HANGZHOU, CHINA - Internautas brasileiros contrários ao impeachment de Dilma Rousseff dominaram os comentários na página no Facebook do G20, com centenas de milhares de mensagens contra o presidente Michel Temer. A foto em que o brasileiro aparece ao lado do líder chinês, Xi Jinping, foi objetivo de um “vomitaço” que tinha adesão de mais 170 mil pessoas até a publicação desta reportagem.

As mensagens não se restringiram a fotos ou textos relacionados ao Brasil. Os críticos do afastamento de Dilma deixaram milhares de comentários em todos os posts do G20, com defesa da ex-presidente e ataque ao sucessor.  

“Não reconheço Michel Temer como presidente nem aqui nem na China”, dizia um deles. A imagem da petista aparecia com a legenda “esta é a verdadeira presidente do Brasil”. Outros postaram vídeos do protesto contra o peemedebista realizado no domingo na avenida Paulista. Para atingir o público estrangeiro, muitos publicaram o slogan “stop coup in Brazil” (interrompam o golpe no Brasil).

Alguns internautas escreveram textos em inglês questionando a legitimidade de Temer. Também havia comentários que apresentavam a foto oficial da reunião do G20 de 2015 com Dilma no centro, ao lado da que mostra Temer na extrema direita dos 20 líderes que se reuniram em Hangzhou. As imagens eram acompanhas das legendas “quando você é legítimo” e “quando você é golpista”, com flechas apontando Dilma e Temer, respectivamente.

O post do G20 com a foto oficial dos presidentes recebeu 3.000 comentários, quase todos de brasileiros contrários ao impeachment. Temer se colocou em uma posição mais distante do que deveria dos demais, o que acabou eliminando sua imagem em algumas das reproduções da foto.

O Facebook é bloqueado na China, mas os participantes do encontro e jornalistas que o acompanharam puderam ter acesso à mídia social. Cada um recebeu uma senha específica e o alerta de que seriam responsáveis pela movimentação online realizada com sua identificação. Qualquer conexão à internet fora da rede do G20 não tinha acesso ao Facebook, Twitter, Youtube e Instagram, sites proibidos na China. A única maneira de acessá-los normalmente é com o uso de VPNs –Virtual Private Networks, que “driblam” a censura chinesa.

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