ESTADÃO, DIVULGAÇÃO E VALTER CAMPANATO/ABr
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Começa votação para escolha de indicados a procurador-geral da República

Lista com os três candidatos mais votados será encaminhada amanhã ao Planalto para que Dilma indique um nome a ser sabatinado pelo Senado; eleição ocorre nas procuradorias regionais dos Estados e em Brasília

Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2015 | 11h22

Brasília - Procuradores definem nesta quarta-feira, 5, a lista dos três nomes mais votados pela categoria para o cargo de procurador-geral da República. A eleição teve início às 10h e ficará aberta até as 18h30, conduzida pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Concorrem à vaga para chefiar o Ministério Público Federal pelos próximos dois anos o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e os subprocuradores-gerais da República Carlos Frederico Santos, Mario Bonsaglia e Raquel Dodge.

A lista tríplice deve ser anunciada no início desta noite e será encaminhada amanhã para o Planalto. Cabe à presidente Dilma Rousseff indicar o escolhido, que precisará passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ser aprovado em votação secreta no plenário da Casa.

A eleição ocorre nas procuradorias regionais dos Estados e, em Brasília, na própria Procuradoria-Geral da República. Os 1.240 integrantes do MPF participam da votação.

Ontem, na véspera da eleição, Janot enviou uma mensagem pela rede interna do Ministério Público pedindo votos aos colegas. Sem falar na Operação Lava Jato, que se tornou o centro das atenções durante seu mandato, disse que a função "não permite um segundo só de contemplação". Na carta, repetiu o que vem dizendo durante a campanha: "Avançar é tão importante quanto não retroceder".

Em resposta a perguntas enviadas pelo Broadcast na última semana, o subprocurador Mario Bonsaglia garantiu que as investigações de políticos terão "plena continuidade" se for escolhido procurador-geral da República. Já a subprocuradora Raquel Dodge elogiou a condução da Lava Jato por Janot. Segundo ela, a investigação tem sido conduzida "com muito zelo e denodo". Principal opositor de Janot, o subprocurador Carlos Frederico Santos disse que a operação precisa de "novos contornos". Janot voltou a dizer que não levou em consideração "questões políticas" na Lava Jato.

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