Começa tramitação das reformas

Na mesma semana em que analistas econômicos detectam sinais de que o governo poderá reduzir a taxa de juros num futuro próximo ? a redução da previsão da inflação para 2004, de 4,1%, abaixo da meta definida pelo Banco Central, de 5,5% ? o presidente Luís Inácio Lula da Silva e sua base aliada na Câmara iniciam a mais ampla ofensiva para a aprovação das reformas constitucionais, entregues na semana passada ao Congresso Nacional, desde a sua posse. Vivendo o doce dilema da discussão sobre a necessidade ou não de controlar a taxa de câmbio por atuações mais ou menos intervencionistas do Banco Central, o governo enfrenta a partir de hoje o desafio de alinhar seu discurso, desde Lula até o seu líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP) sobre o que o governo realmente pretende com a política de câmbio flutuante para a moeda americana, quando sua cotação chegou a R$ 2,96. Os ministros do Planejamento, Guido Mantega, e da Fazenda, Antônio Palocci, têm afirmado a sua confiança de que o avanço das reformas fazem parte do capital de credibilidade do governo para continuar reduzindo o risco Brasil. Lula articula encontro com as bancadas da Câmara, os líderes do governo já anunciaram a intenção de fazer encontros com os governadores. Na outra mão, as bancadas oposicionistas buscam suas lideranças nos assuntos da Previdência e sistema tributário para avaliarem os textos que estão agora na Câmara.Veja o índice de notícias sobre as reformas

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