Começa processo de canonização de bispo assassinado

O Vaticano deu sinal verde para o processo de canonização de d. Francisco Expedito Lopes, bispo de Garanhuns (PE) morto a tiros em 1957 pelo padre Hosana de Siqueira e Silva, a quem ameaçara de suspensão por má conduta moral. O padre era suspeito de ter um romance com uma moça, sua suposta parente, em Quipapá, cidade onde era vigário. "Com o nihil obstat (nada impede) da Santa Sé para o material que enviei a Roma, depois de reabrir o processo de canonização, instalei o tribunal eclesiástico para levar o caso adiante", disse o atual bispo da diocese, d. Irineu Roque Scherer. O postulador, espécie de advogado ou promotor da causa, é d. Acácio Rodrigues Alves, bispo emérito de Palmares (PE). Cearense de Sobral, d. Expedito foi bispo de Oeiras (PI) por quase seis anos antes de chegar a Garanhuns, em 1955. "Pretendemos provar que d. Expedito foi um mártir em defesa da moral, porque no caso de martírio não é preciso apresentar um milagre para a beatificação, primeiro passo para a canonização", disse d. Irineu. Isso, apesar de, segundo ele, haver muitos relatos de graças alcançadas por intercessão do candidato a santo. O assassino, padre Hosana, foi condenado em 1963, no terceiro julgamento, a 19 anos de prisão. Solto em 1968, em liberdade condicional, foi morar num sítio da família. Lá foi assassinado a pauladas, em 1997, aos 84 anos. Consta que por disputa de terras, mas isso nunca foi provado.

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